Skinner

II.1 Modelos de análise

No estádio onde se encontram, todas as molduras teóricas que se têm procurado criar para o enquadramento das tecnologias móveis no sistema de ensino-aprendizagem devem ser tomadas com precaução, como aquilo que são: “modelos exploratórios” que a realidade há-de intempestivamente temperar por uma prática com veredas não antecipadas, algumas desilusões e – espera-se – belas revelações.

Tido por certo podemos observar uma deslocação para um enfoque na educação contínua ora condutista ora gestaltista. Condutista quando, na lógica skinneriana e behaviorista que norteou os primeiros usos educativos da tecnologia se considerava a conduta como consequência de um conjunto de acções e reajustes, de estímulos e respostas, privilegiando a decomposição do conhecimento em pequenas partes para mais fácil assimilação (com princípios válidos para a didáctica dos conteúdos); gestaltista quando se enfatiza a percepção ao invés da resposta, privilegiando não os mecanismos de estímulo-resposta em si mas o contexto em que ocorrem – portanto, acreditando que o todo é maior que a soma das partes (segundo linhas reconhecidas na promoção da chamada Web Social).

Procurando ser sintéticos, podemos, na esteira de De Jong, adaptado por Parsons, Ryu & Cranshaw (2007), orientados para o Conhecimento, identificar três grandes ordens de espaço e correspondentes dimensões pedagógicas que devem ser contempladas pelo desenho de instrução com uso das tecnologias educativas móveis: individual (construtivista); social (colaboracionista) e contextual (situacionista).

A questão – “de que moldura pedagógica rodear o emprego das tecnologias educativas móveis?” – é de resto passível de múltiplas aproximações. As meta-abordagens mais frequentemente citadas são porventura as de Roschelle (2003), Naismith et al.. (2004) e Patten et al. (2006). Juntas, mutuamente conscientes, sequenciadas no tempo e numa deliberada complementaridade em que cada qual procura estender a anterior fornecem um bom ponto de partida. Talvez seja por isso útil passá-las aqui em revista.

Situando-se numa óptica do ensino formal, Roschelle abdica de fazer futurologia, refuta visões demasiado complexas da tecnologia e excessivamente simplificadoras das práticas sociais e começa por se socorrer do campo mais solidamente conhecido, o da aprendizagem apoiada em computadores; nela o dispositivo surge tipicamente num de três papéis: como “tutor” (através da previsão de um conjunto de respostas tão adaptável quanto possível às reacções aos estímulos que o formando vai fornecendo); como “tutorado” (quando o formando é levado a assumir o controlo da “máquina” convertendo-a em instrumento da própria aprendizagem; por ex. no caso da manipulação da célebre linguagem LOGO de Papert); como “Ferramenta” (o dispositivo surge instrumentalmente como veículo entre o professor e grupos de estudantes, não estando nem no controlo do processo nem no papel de objecto a ser controlado). Ora, no campo do ensino com dispositivos móveis, parece evidente, que a condição destes é sobretudo a terceira, até porque as típicas limitações de interface dificultam grandemente as outras duas.

Assim, fazendo a abordagem pelo tipo de actividade, antevê-se desde logo três tipos de aproveitamento das comunicações móveis,: a) como “sistemas de resposta em sala de aulas” (instrumentos de comunicação imediata de participantes “à vista uns dos outros”, portanto forma de aumentar a colaboração); b) enquanto facilitadores de “simulações participativas” (veículos emuladores da realidade, instrumentos de modelagem pelo roleplay); c) para a “recolha colaborativa de dados” (facilitadores da execução de tarefas dadas seja na própria sala de aula – por hipótese para a agremiação conclusiva de resultados em diferentes experiências executadas num laboratório de física a exibir num “quadro interactivo”– seja fora dela – por ex. distribuição de tarefas para recolha de informação tendente à subsequente construção de uma narrativa, aquando por hipótese da visita às diversas salas de um museu, durante uma visita de estudo).

Roschelle sugere ainda a necessidade de mecanismos de segurança para aplicação das tecnologias móveis em contexto escolar: que o professor mantenha a pilotagem do processo comunicativo e das próprias tecnologias, de forma a garantir a atenção dos estudantes; que seja garantido um mecanismo agregador das mensagens e que a comunicação assente em mensagens curtas, assincronamente estruturada. “Travões” cujos termos de implementação parecem pouco claros e tão menos quanto mais se queira levar os alunos a usufruir dos seus próprios dispositivos ou a tornar a aprendizagem efectivamente “móvel”, fora da sala de aula.

Tabela 2 Categorização das tecnologias móveis de aprendizagem baseadas em actividades

Corrente

Teóricos chave (Pedagogia)

Tipos de Actividades

Behaviourismo

Skinner, Pavlov

Drill & feedback

Sistemas de reposta em sala

Construtivismo

Piaget, Bruner, Papert

Simulações participativas

Aprend. Situada

Lave, Brown

Aprendizagem baseada em problemas e casos

Aprend. Colaborativa

Vygotsky

Aprendizagem colaborativa móvel baseada em dispositivos computacionais

Aprend. Informal e Permanente

Eraut, Engelström, Nardi

Suporte à aprendizagem intencional e acidental

Criação de Ambientes de Aprendizagem Pessoais

Atwell, van Hammerlen

Organização pessoal

Suporte a tarefas administrativas

Quadro complementado com base em Naismith et al..(2004)

Em Naismith encontramos uma abordagem mais abrangente, pelo campo das teorias da educação, e passível de aplicação além do ensino formal. Identificam-se aí seis correntes de autores com ensinamentos relevantes para construir uma pedagogia do mobile teaching and learning, tendo em comum serem baseadas na valorização da “actividade” e da aprendizagem pela acção: Behavioristas; Construtivistas; Situacionistas; Colaborativistas; Informalistas/Apologistas da Aprendizagem ao Longo da Vida e Administrativistas.

Qualquer pedagogia para o m-Learning, diz-se, deverá incluir a exploração das pedras de toque: contexto, mobilidade, aprendizagem ao longo do tempo, informalidade e “apropriação” por parte do aprendente.

Do comportamentalismo pode retirar-se a preocupação com a garantia de actividades que promovam a alteração do comportamento do aprendente (tipicamente mediante o uso de questionários de correcção automática a que os dispositivos móveis se prestam particularmente bem, em particular no modelo fechado de resposta múltipla); do construtivismo deve recuperar-se a ideia da aprendizagem como processo activo que o aprendente obra sobre a realidade tanto interna (aquilo que já sabe) como externa (o meio, ou contexto, que as tecnologias móveis permitem explorar); isto leva-nos às lições da “aprendizagem situada” contemplando actividades que permitem gerar conhecimento em contextos autênticos; actividades promotoras da aprendizagem colaborativa, como processo eminentemente social, garantido a interacção entre participantes; actividades que suportem a aprendizagem fora de um ambiente dedicado e além de um currículo formal. Finalmente, é possível reconhecer nas tecnologias móveis o potencial para actividades de cunho mais administrativo mas nem por isso menos importante, a nível da coordenação dos aprendentes e das actividades de aprendizagem (ex. o uso do SMS para recordar do fim de um prazo ou da execução de uma tarefa ou difundir resultados e notas).

Patten, por seu turno, desenvolve uma moldura para enquadramento das aplicações educativas dos dispositivos móveis em termos simultaneamente da aplicação funcional[30] e do substrato pedagógico suportado. Identificam-se sete tipos de função, das quais três especialmente adaptadas ao mobile learning: Administrativa, Referência, Interactiva, Micromundo, Recolha de Dados, Reconhecimento da Localização e Colaborativa (para um desenvolvimento consulte-se p.f. o Apêndice 8: Aplicações educativas dos dispositivos móveis).

Com base numa minuciosa revisão dos casos de estudo apresentados na literatura internacional, mais perto de nós, Song (2009) refinou o modelo e chegou ao quadro síntese (ver Tabela 3 - Categorias das aplicações de dispositivos móveis na educação - óptica funcional); útil também pela decomposição que faz das actividades a partir das operações dominantes sobre os dados, separando o pushing (recuperação de informação) do posting (criação/injecção de informação). Veremos, no capítulo seguinte (aplicado em particular na Tabela 8 - Tipos de actividade e exemplos de aplicações móveis correspondentes), semelhantemente, como a nosso ver a mais exaustiva tipificação das actividades possibilitadas pelas tecnologias móveis (Framework, 2008) se baseia precisamente na sua decomposição em cinco tipos: Aceder, Registar, Relacionar, Reinterpretar e Organizar.

Tabela 3 - Categorias das aplicações de dispositivos móveis na educação - óptica funcional

Categorias

Subcategorias

Características

Comunicação Educativa

Pushing

Comunicação em um ou dois sentidos entre estudantes ou com o professor.

Posting

Resposta e feedback

Messaging

Troca de ficheiros

Sistemas de comunicação de grupo

Gestão

Gestão Pessoal

Arranjos pessoais da aprendizagem e tarefas de gestão do tempo através dos dispositivos móveis.

Tarefas Administrativas

Acesso Multimédia

 

A informação e recursos são acedidos a partir da Internet e por vezes descarregados e armazenados nos dispositivos móveis[31].

Jogos e Simulações

 

Fornecimento de modelos de circunstâncias reais nos dispositivos para que os aprendentes construam o seu conhecimento através da participação activa nas actividades de aprendizagem.

Recolha de Dados

 

Uso dos dispositivos móveis para registo e transmissão de dados no campo.

Reconhecimento da Localização

Personalização

Utilização do contexto para fornecer informação relevante e/ou serviços dependentes das tarefas do utilizador.

Reconhecimento Activo

Reconhecimento Passivo

Fontes : Patten et al..(2006) e Song (2009, p. 305)

É claro que a definição dos contornos de uma “Pedagogia” embora beneficie não se esgota na prospectiva do tipo de actividades que melhor podem tirar partido das tecnologias móveis; ela deve igualmente debruçar-se sobre as especificidades do “ecossistema” em que estas operam. A este último nível, a proposta mais convincente é a confortável distância, na nossa perspectiva, o modelo FRAME (Framework for the Rational Analysis of Mobile Education) apresentado por Koole e inclusa em Ally (2009, pp. 25-47).

Assim, uma pedagogia adequada à aprendizagem móvel deve ter em conta as três dimensões essenciais – e respectivas variáveis - que compõem qualquer ambiente: o indivíduo aprendente, a dimensão social em que surge imerso e o dispositivo mediador; considerando não só as suas especificidades individuais como as áreas de interpenetração mútua.

No esquema seguinte (Ilustração 4) tentámos juntar o melhor de dois mundos, enriquecendo o modelo FRAME através da interpolação com a Teoria da Actividade de Engelström (1999), inspirada no sócio-construtivismo e na ideia de mediação cultural de Vygotsky, segundo a proposta de M. Sharples, Taylor, J. e Vavoula, G. (2007). O resultado é um modelo de análise extremamente completo que constitui um ponto de partida óptimo seja para a consideração e análise de um cenário de mobile learning, seja para a sua antecipada previsão e desenho.

Perspectivamos desta forma, no centro, a aprendizagem móvel (DAS) como processo de conjugação de um Sujeito/Aprendente (A) dialogante (S) com um Artefacto/Dispositivo (D) mediador que interactivamente conduz à modificação do Objecto e à interiorização do conhecimento novo.

Os dispositivos móveis, ferramentas veiculadoras de símbolos - carregando portanto uma dupla dimensão de uso: técnica (tec.) e semiótica (sem.) -, cada vez mais ricos, desempenham um papel charneira entre a mente e o mundo e para o desenvolvimento das funções superiores do intelecto. Dado o seu carácter ubíquo e pessoal, eles estão especialmente talhados para o “contacto social consigo próprio”[32], permitindo entrosar intimamente desenvolvimento individual e contexto, retirando o máximo partido do segundo, mesmo que o processo não seja inteiramente autónomo e o scaffolding – apoio na passagem da zona de desenvolvimento actual para a potencial - continue a ser assegurado por terceiros (que, em fases etárias mais maduras, podem não ser “educadores” mas simplesmente “pares” ou colegas de trabalho mais experientes).

Ilustração 4 - Desenvolvimento do Modelo FRAME interpolado com a teoria da actividade.

Como amplificadores da “consciência”, construída de fora para dentro, a partir das relações e interacções sociais, os dispositivos móveis e os signos que convêm devem estar alinhados com a garantia do “Conforto Psicológico” e da “Satisfação”, requisitos para a manutenção de uma motivação elevada que só podem existir evitando uma sobrecarga cognitiva; aspecto que invoca a “Usabilidade” (DA, questão a que regressaremos no próximo capítulo) e um desenho de interface norteado pela preocupação de evitar a sobrecarga cognitiva e de apelar aos padrões tanto de cognição como da facilidade pelo apelo estético – permitindo o controlo técnico e se possível a personalização; de resto, na forma dos “toques e melodias”, uma das reconhecidas pedras de toque da indústria e da aceitação inicial dos telefones móveis.

Por outro lado, a dimensão da tecnologia social (DS) concerne as possibilidades técnicas da “comunicação” para colocar o indivíduo em contacto com outros, seja à distância (por ex. via uma rede Wi-Fi, para acesso à Internet) seja em proximidade, com outros dispositivos imediatos (por ex. comunicação de série, via bluetooth entre uma antena GPS e um PDA ou numa sala de aula entre dispositivos), seja no acesso a ferramentas que coloquem os utilizadores em contacto na partilha da execução de uma tarefa (por ex. na co-autoria de um documento via um wiki).

Se a “conectividade” é função das affordances do dispositivo a nível de hardware e deve ser equacionada na sua adopção – uma vez que é relativamente imutável; a “expansibilidade” dos dispositivos tende a ser pouca -, já a o domínio da Aprendizagem pela Interacção (SA) equivale aos usos concretos que se lhes dá e se presta à moldagem pelas teorias da aprendizagem devendo desde logo contemplar a exploração dos três níveis propostos por Moore (1989): interacção aprendente-conteúdo, interacção aprendente-tutor e interacção entre aprendentes. Para este efeito, a “realidade aumentada” de que tanto se fala a propósito dos jogos encontra no mobile learning novos horizontes; já não se trata de simular através do computador a realidade mas de submergir o dispositivo na realidade e situações concretos, utilizando-o para aí orientar o utilizador. Ao mesmo tempo as comunidades de aprendizagem e prática podem tirar partido dos ambientes colaborativos móveis em termos imediatos e experienciais; de tal forma que a constituição de redes sociais de aprendizagem se tornou num instrumento fundamental que deve preocupar qualquer aprendente, levando mesmo alguns a perspectivar o “Conhecimento” como espécie de complexo de sinapses sociais. É o caso dos proponentes do “Conectivismo”, sobre o qual nos debruçaremos a seguir.

 


[30] Capitalizando para tal Rieger e Gay (2002), que subdividiram na sua aplicação piloto os objectivos pedagógicos em três: produtividade, comunicação e colaboração.

[31] Para uma ilustração prática vejam-se as possibilidades do cliente MLE, descritas no Apêndice 13: Estudo de caso: MLE.

[32]  Equivalente, já o notámos antes, na teoria da inclusão de Ausubel, à asserção de que o factor mais importante na aprendizagem é aquilo que o indivíduo já sabe bem como, especificamente aplicado ao e-Learning, aos princípios elementares de instrução de Merrill (2001), que ressaltam a necessidade da activação do conhecimento prévio antes da integração pela demonstração e aplicação do conhecimento novo, ou no modelo LAM de Caladine (2003), que coloca igualmente em evidência a importância da “intra-acção”, para dar apenas alguns exemplos.

Apêndice 9: Comparação do conectivismo com as teorias de aprendizagem dominantes no passado

Tabela 14 - Comparação do conectivismo com as teorias de aprendizagem dominantes no passado 

Propriedade/Teoria

Behaviorismo

Cognitivismo

Construtivismo

Construtivismo Social

Aprendizagem Situada

Teoria da Actividade

Conectivismo

Autores-chave

Skinner

Piaget

 Bruner

Vygotsky

Lave

Leontiev, Engelström

Siemens, Downes

Conceitos-chave

A mente como “caixa negra”

Adaptação (assimilação+acomodação), organização, esquemas, equilibração, desenvolvimento, memória de curto prazo, memória de longo prazo

Estruturas mentais, interpretação pessoal, experiências prévias

Negociação social, Zona de Desenvolvimento Próximo

Participação Periférica Legítima, recém-chegado, habitué

Sistema de actividade, sujeito, objecto, artefactos mediadores, aprendizagem expansiva

Rede de Conhecimento Pessoal, nodos de conhecimento

Como é que a aprendizagem ocorre?

Mudança observável do comportamento

Integração e modificação das estruturas internas, etápico-sequencial

Ajuste dos modelos mentais para acomodar novas experiências, criação de significado pelo aprendente, pessoal

Passagem do nível de desenvolvimento actual para o desenvolvimento próximo, social.

Integração progressiva na Comunidade

Gerar acções numa actividade mediada, orientada por objectos

Distribuída dentro de uma rede, social, melhorado pela tecnologia, estabelecimento de conexões, reconhecimento e interpretação de padrões

Factores influentes

Natureza da recompensa, punição, estímulos

Esquema existente, experiências prévias

 

Envolvimento, participação, social, cultural

   

Diversidade da rede, força dos laços

Papel da memória

Interiorização de experiências repetidas

Codificação, armazenamento, recuperação

Conhecimento prévio remisturado com o contexto corrente

     

Padrões adaptativos, representativo do estado corrente, existente em redes

Como ocorre a transferência de conhecimento

Estímulo-resposta, reforço

Duplicação dos constructos do conhecimento pelo conhecedor

Socialização

     

Conexão com. (estabelecimento e adição) de nodos/ligações

Tipos de aprendizagem a que se adapta

Aprendizagem baseada em tarefas

Raciocínio, com objectivos claros, resolução de problemas

 

Social, vaga (mal definida)

   

Aprendizagem complexa, diversas fontes de conhecimento, núcleo em mudança rápida

Papel do aprendente

Aquisição do Saber

Internalização do Saber

Construção do Saber

Co-construção do Saber

Participação numa Comunidade de Prática

Construção do objecto da actividade usando artefactos mediadores

Construtor do conhecimento em rede

Entidade Social Subjacente

 

Sala de aula. Relação pedagógica Aluno-Professor

 

Grupo de tutores e orientandos, centralizado, controlado, de cima para baixo

Comunidade de Prática, fechado, estruturado, hierárquico, avanço (push) do conhecimento

Nós, relações temporárias, previsível

Ecologia de Conhecimento, complexo, adaptativo, imprevisível, dinâmico, aberto, distribuído, diverso, emergente, recuperação (pull) do conhecimento.

Fontes: Siemens & Titenteberg (2009) e Chatti (2007).

NB: A presente tabela complementa a leitura da parte II.2 Do construtivismo ao construcionismo ao conectivismo.